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Bolsa Família 2026: calendário, valores e tudo que você precisa saber

📋 Material educativo. A Consulta Cidadã não realiza inscrições em programas do governo. Procure o órgão oficial do seu estado.

O que é o Bolsa Família

O Bolsa Família é o principal programa de transferência de renda do governo federal. Ele garante um valor mensal a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, com o objetivo de assegurar condições mínimas de subsistência enquanto condicionalidades de saúde e educação são cumpridas. Para entender melhor: o programa não é simplesmente "dinheiro sem contrapartida". Ele funciona como um pacto — a família recebe o benefício e, em troca, mantém as crianças na escola e acompanha o calendário de vacinação e consultas de pré-natal.

Desde sua reformulação em 2023, o programa estabeleceu o piso de R$ 600,00 por família. Esse valor pode aumentar conforme a composição familiar, com acréscimos específicos para gestantes, crianças pequenas e adolescentes.

Quem tem direito

Para receber o Bolsa Família, a família precisa atender simultaneamente a dois critérios fundamentais. Primeiro, estar inscrita e com dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico). Segundo, possuir renda familiar mensal per capita de até R$ 218,00. Isso significa que a soma de todos os rendimentos da família, dividida pelo número de pessoas que moram na mesma casa, não pode ultrapassar esse limite.

Vamos a um exemplo prático: uma família de quatro pessoas cuja renda total é R$ 800,00 por mês tem renda per capita de R$ 200,00 — portanto, se enquadra no critério. Já uma família de duas pessoas com renda total de R$ 500,00 tem per capita de R$ 250,00 e ficaria acima do limite.

Composição do benefício

O valor que cada família recebe depende de quem faz parte dela. Funciona assim:

Esses valores são referência para 2026 e podem ser reajustados por decreto presidencial ao longo do ano.

Calendário de pagamentos

O pagamento segue o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) do responsável familiar. Os depósitos acontecem nos últimos dez dias úteis de cada mês, sendo que NIS final 1 recebe primeiro e NIS final 0 recebe por último. As datas exatas são divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social no início de cada ano.

Você pode consultar a data do seu pagamento de três formas: pelo aplicativo Caixa Tem, pelo aplicativo Bolsa Família ou ligando para o telefone 111 (Central de Atendimento da Caixa).

Condicionalidades: o que a família deve cumprir

Manter o benefício exige o cumprimento de condicionalidades. Não se trata de burocracia pela burocracia — o objetivo é garantir que as famílias acessem serviços básicos de saúde e educação. As principais obrigações são:

O descumprimento das condicionalidades pode levar a advertência, bloqueio temporário, suspensão e, em último caso, cancelamento do benefício.

Como manter o CadÚnico atualizado

Um dos motivos mais comuns de bloqueio é o CadÚnico desatualizado. A regra é simples: qualquer mudança na situação da família — novo membro, mudança de endereço, alteração de renda — deve ser comunicada ao CRAS em até 30 dias. Além disso, mesmo que nada mude, o cadastro deve ser renovado a cada dois anos. Se você não sabe como funciona o CadÚnico ou precisa se cadastrar pela primeira vez, nosso guia sobre o Cadastro Único explica o passo a passo completo.

Dúvidas comuns

Qual o valor do Bolsa Família em 2026?

O valor mínimo é de R$ 600 por família, com acréscimos por criança de 0 a 6 anos (R$ 150), por gestante ou nutriz (R$ 150) e por membro de 7 a 18 anos (R$ 50). Os valores podem ser reajustados por decreto.

Como consultar o calendário de pagamento?

O calendário segue o último dígito do NIS. Você pode consultar as datas pelo aplicativo Caixa Tem, pelo aplicativo Bolsa Família ou pelo telefone 111.

O que pode causar o bloqueio do benefício?

As principais causas são: CadÚnico desatualizado há mais de dois anos, renda per capita acima do limite, descumprimento de condicionalidades de saúde ou educação e inconsistência cadastral.

Preciso do CadÚnico para receber o Bolsa Família?

Sim, obrigatoriamente. O Cadastro Único é o instrumento que identifica as famílias de baixa renda. Sem ele, não há como o governo avaliar se a família se enquadra nos critérios do programa.

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